Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de abril de 2014

domingo, 7 de outubro de 2012

Apanhador de Sonhos



 Apanhador de Sonhos ou Filtros dos Sonhos.
Trata-se de um Amuleto Indígena.


Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos que um velho índio, ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas:
"No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vem de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol e desaparecem com a primeira luz do novo dia"

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dança da chuva



A dança da chuva é um tipo de dança ritual que é habitualmente executada em certas comunidades com a finalidade de propiciar chuvas para a colheita.

O ritual da dança da chuva é parte de uma cerimônia  aonde são invocados os espíritos da terra e dos antepassados para  trazer a chuva como também assegurar a fartura na colheita, a fertilidade da terra e espantar os espíritos que vivem perdidos pelo mundo.
Na maioria dos rituais, os "dançarinos" personificam um ou mais espíritos (um poder superior) que é expressado na dança através de gestos e movimentos cadenciados e ritmados. Os instrumentos utilizados são chocalhos de vários tamanhos e tipos, flautas e tambores.

As lendas contam que a chuva  provocada pelo ritual contém os espíritos dos antigos caciques e que quando os pingos de água começam a cair inicia a grande batalha no plano intermediário entre a realidade e o mundo espiritual.

terça-feira, 13 de março de 2012

Culinária indígena














Dos índios, herdamos muitas coisas na culinária. Os índios usavam e abusavam da pimenta, como faz o brasileiro.

Alguns processos indígenas ainda são usados pela população rural, como assar a carne diretamente ao fogo (churrasco), o processo da paçoca, de preparar o piraruku etc.

Da Amazônia também recebemos a influência indígena: do beiju, o macapatá (bebida), o tambá e a maçoca.

A culinária brasileira é fruto de vários ingredientes, europeu, indígenas, africanos etc.Todos os povos indígenas conhecem o fogo e o utilizam tanto para o aquecimento, pra rituais e para fazer o próprio alimento.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Beija-flor




















Os indígenas deram nomes muito sugestivos para os beija-flores, que descreviam com perfeição esses pássaros encantadores:
Para os índios caraíbas, eles eram os "colibris", que significa "área resplandecente".

Os tupis os batizaram de "guainumbis", ou seja, "pássaros cintilantes".

Já para os índios guaranis, os beija-flores eram os "mainumbis", isto é, "aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor".


PS: Colaboração do amigo Manoel , http://blogdoobvio.blogspot.com/

.

terça-feira, 16 de novembro de 2010















Muiraquitã é o nome que os índios davam a pequenos objetos, geralmente representando uma rã, trabalhados em pedra de cor verde, jadeíta ou nefrita, podendo existir em outros minerais e de outras cores. Conhecidos desde os tempos da descoberta, foi entre os séculos XVII e XIX que se tornaram mais procurados, sendo atribuídas qualidades de amuleto ou talismã e ainda virtudes terapêuticas. O muiraquitã atraía sorte para os seus possuidores e também curava quase todas as doenças.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Rudá



















Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.

Rudá é o Cupido dos Indígenas. É a ele que as virgens e os guerreiros se dirigiam, pedindo-lhe proteção nas suas pretensões amorosas.

As cunhãs, nas horas de saudade do seu amado, como suas ancestrais índias, erguiam a voz à Rudá de braço estendido na direção em que deve andar o seu bem amado, e imploravam:


"Rudá, Rudá,
Iuaká pinaié
Amãna reçaiçu

Iuaká pinaié
Aiuté Cunhã

Puxiuéra oikó
Ne mumamára ce recé

Quahá caarúca pupé"
Traduzindo:


" Óh Rudá, tu que estás nos céus e que amas as chuvas...Tu que estás no céus...faz com que ele, por mais mulheres que tenha, as ache todas feias; faz com que ele se lembre de mim esta tarde quando o Sol se ausentar no ocidente...."

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orquídeas

















22 de junho é dia de homenagear aquelas pessoas que cultivam essas belas flores.

No Brasil, os primeiros "cultivadores" de orquídeas foram as tribos indígenas.

Gostavam tanto da plantinha que faziam rituais com orquídeas e acreditavam em poderes mágicos e medicinais.

Além, é claro, de fazer uso da flor para cosméticos e enfeites.

domingo, 12 de julho de 2009

Coruja





















Na tradição Guarani, o Grande Espírito, Pai-Mãe Criador, Ñamandu, manifestou-se na forma de um colibri e também na forma de uma coruja, criando a sabedoria.

domingo, 28 de junho de 2009

Filtro dos Sonhos:

Criado pelos índios que acreditavam que os sonhos são mensagens de espíritos sagrados.

Segundo a lenda, o filtro permite que os bons sonhos atravessem o círculo central
da teia e que sejam retidos, desaparecendo com os primeiros raios do sol da manhã.


É usado contra os espíritos que perturbam o sono. "No topo da montanha, o grande espírito surgiu em forma de aranha para o velho índio que segurava um aro nas mãos... começou a falar sobre os ciclos da vida e da morte, das boas e más forças que agem sobre nós nestas fases... No centro está o círculo representando a vida... a teia suspensa se move livre pegando os sonhos e visões que estão no ar: eles vem do espírito que ocupa o ar da noite. Os bons descem pelas penas até alcançar quem está dormindo, abençoando com sonhos agradáveis. Já os sonhos ruins ficam presos na teia, sumindo com o nascer do sol..."



sexta-feira, 29 de maio de 2009

Beija-flores
































Para os índios caraíbas, eles eram os "colibris", que significa "área resplandecente";

Os tupis os batizaram de "guainumbis", ou seja, "pássaros cintilantes";

Já para os índios guaranis, os beija-flores eram os "mainumbis", isto é, "aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor".

Petúnia



















Também conhecida como papo de anjo , é encontrada nas cores branca, rósea, vermelha, violeta e roxa, podendo ser bicolor, estriada, marmórea, simples ou dobrada , com suave aroma.
Petúnia significa "flor vermelha" na lígua dos índios Tupi. É originária de locais tropicais e sub-tropicais da América do Sul.
Os guaranis, que habitavam o sul do Brasil, usavam as palavras petum, pite ou pety para designar o tabaco (Nicotiana) , planta muito semelhante em aparência à petúnia.
Tanto o tabaco como a petúnia eram utilizados da mesma maneira para o preparo do fumo, que os indígenas usavam nos seus cachimbos ou pitos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pimentas






















O cultivo de pimentas era uma característica de tribos indígenas brasileiras quando do descobrimento do Brasil. Com a imensa variabilidade de pimentas nativas, certamente pode-se supor que diversas tribos cultivavam e colhiam pimentas; e o plantio de pimenta por tribos indígenas continua até hoje, como entre os índios mundurucus, da bacia do rio Tapajós.


 
“As pimentas eram tão necessariamente indispensáveis para os nativos quanto o sal para os brancos.”
Alexander Humboldt

domingo, 19 de abril de 2009

Descobrimento do Brasil















A esquadra de Cabral era composta de 13 navios e saiu de Portugal no dia 9 de março de 1500, mas em vez de viajar perto da costa africana, Cabral afastou-se em direção ao Ocidente.

No dia 22 de abril, avistou um monte, que denominou monte Pascoal, e em seguida ancorou numa baía (baia Cabrália). Foi aí que os portugueses tiveram o seu primeiro contato com os índios, com o nosso solo e nossa vegetação.

Os Índios Maranhenses













A formação da cultura maranhense está muito ligada às culturas indígena e negra. Dos índios herdamos, além de traços físicos, hábitos na alimentação, modo de viver, expressões e palavras usadas no dia a dia (ex. "Hen-hem", do tupi "sim"), instrumentos musicais, danças e ritmos, lendas, mitos e alguns elementos presentes na religiosidade popular; na simplicidade da vida, na ternura dos caboclos e no apego à terra. Além disso, o estado conta com uma das maiores populações indígenas do país e a maior parte de suas reservas homologadas.

Os indígenas maranhenses compõe-se de dois grupos:

TUPI - Guajajara(tenetehára), Guajá(awá) e Kaapor.

TIMBIRA (JÊ) - Krikati, Gavião do Maranhão(Pukobiê e Pykopjê) e Canela

* informação extraída do site do Instituto Socioambiental

Primeiros habitantes do Brasil

















Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil.Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis, macro-jê ou tapuias, aruaques e caraíbas.


Filtro-dos- sonhos Indígena























Filtra as negatividades do local...é mágico...muito utilizado pela cultura indígena para afugentar energias nocivas!



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os 12 signos do Horóscopo Indígena Brasileiro

Nascido de 01 a 31 de janeiro

VEADO - Eu sou a força da natureza que defende a perpetuação da vida animal no planeta. Vi a queda a Atlântida e me revoltei com a maldade humana. Estou pronto para fazer justiça e defender os desprotegidos e indefesos. Carrego na boca a palavra da Justiça. Observo as leis da natureza e cautelosamente empurro a roda do destino em busca da evolução da alma. Assim, desfio o novelo do meu karma nesta presente vida.





Nascido de 01 a 28 de fevereiro

MACACO - Eu sou a força da natureza que estabelece a superioridade das faculdades espirituais sobre os instintos do corpo físico. Minha vida é buscar uma meta mais elevada, da mesma forma como o macaco Hanuma perseguiu o diabo Rávina a fim de libertar a Princesa Sita, esposa de Rama. Minha vida é definir um alvo e caminhar para chegar até ele. Devoção, coragem, força e fidelidade são meu lema.





Nascido de 01 a 31 de março

BOTO - Eu sou o veículo da transformação. O filho do pagé Tamandaré foi pescar na beira do rio e eu o engoli. Depois de três dias Tamandaré me caçou no rio e rasgou minha barriga, mas quando tirou seu filho de lá ele se transformou na ave Tincoã. Eu defendo os animais aquáticos e sou super energético, dinâmico. As vezes afundo, mas volto à tona!





Nascido de 01 a 30 de abril

COBRA - Não gosto de fogo na floresta, por isso me insurjo das queimadas e minha presença forte queima por dentro os meus inimigos. Gosto da paz, sou meigo e benevolente, mas tenho um gênio queimadiço. Minha característica principal é não gostar de falações, principalmente quando ameaçam minha paz. Então me torno um inimigo bravo!






Nascido de 01 a 31 de maio

DUENDE - Eu sou consciente dos meus poderes e não deixo de pegar os meus adversários nas armadilhas que coloco no seu caminho. As vezes uma folha não significa nada para uma pessoa, mas eu brigo por ela e para mim significa muito. Mas luto sem perder a esportiva. Quando pensam que já fui, estou de volta; e quando estou, já fui!






Nascido de 01 a 30 de junho

MAGO - Tenho a sabedoria hermética. Eu desvendo os mistérios da vida. Vou moldando a minha encarnação no silêncio da meditação e nutro os outros com minhas palavras férteis e fatais. Minhas visões são reais. Meu olhar busca o invisível. Silencioso e despercebido, eu avanço na evolução e abro as portas da Ciência com minha insistente busca do que me está reservado pela vida.





Nascido de 01 a 31 de julho

DEUSA - Eu sou uma força presente. Onde estou as coisas acontecem sob a minha influência. Minha energia se espalha e vai dominando o meio ambiente. Posso não ter fidelidade aos que me acompanham. Mas normalmente tenho fidelidade ao meu ideal de busca. Não abandono na estrada os que me foram fiéis. Confio no meu poder e na minha sedução.




Nascido de 01 a 31 de agosto

BRUXA - Eu sou especial por natureza. Tenho o dom da simpatia. A fortuna me sorri. Ser útil e saber ouvir é o meu caminho. Todas as coisas se revigoram na generosidade do meu amor. Eu busco a beleza em tudo quanto existe. Alguma força me liga com o céu. O poder da minha magia está na minha capacidade de pensar e sentir o invisível. Tenho certeza que posso criar e mudar os destinos.




Nascido de 01 a 30 de setembro

SEREIA - Eu sei que venho do céu. Desci da lua atraída pelas águas. Sou seduzida pela energia. Busco aromas que inebriem meu ser. Adoro viajar na luz e mergulhar no magnetismo do amor. Meu brilho é admirado pela sua originalidade. Sou uma fonte de prazer. Zelo pela minha encarnação e vejo com puro romantismo todas as fases da minha existência.





Nascido de 01 a 31 de outubro

FADA - Eu sou a busca dos meus próprios mistérios. Preciso conceder poderes. Dar presentes. Exijo, sim, que façam o correto. E muitas vezes entristeço com o andamento errado das coisas. Gosto de brincar e de ver a alegria dos outros. Gostaria de dar a alegria a todos, mas eu mesmo preciso alcançá-la. Tenho a visão do futuro. Sei que existe uma harmonia que posso alcançar.





Nascido de 01 a 30 de novembro

DRAGÃO - Eu sou a personificação da energia. Uma força magnética energiza as minhas emoções. Mas devo conter meus impulsos. Eu sou o protetor da renúncia. A vida ativa é louca e preciso conter minha entrega. A coragem é o meu poder. Não visualizo a derrota e não admito ficar submisso. A vida sem honra é uma vida em vão.





Nascido de 01 a 31 de dezembro

CEGONHA - Eu vou de flor em flor, como o colibri, tirando o mel. Escolho o que existe de melhor na vida para aproveitar. Tenho muito amor próprio. Além disso, procuro levar as pessoas para o caminho do bem. Amo o belo. Dou o exemplo da conduta certa. Com minha consciência limpa e fé na pureza da vida, ando na luz do espírito. Minha cordialidade é infinita e ilimitada.

domingo, 14 de setembro de 2008

A pintura corporal



A pintura corporal para os índios tem sentidos diversos, não somente na vaidade, ou na busca pela estética perfeita, mas pelos valores que são considerados e transmitidos através desta arte. Entre muitas tribos a pintura corporal é utilizada como uma forma de distinguir a divisão interna dentro de uma determinada sociedade indígena, como uma forma de indicar os grupos sociais nela existentes, embora exista tribos que utilizam a pintura corporal segundo suas preferências. Os materiais utilizados normalmente são tintas como o urucu que produz o vermelho, o genipapo da qual se adquire uma coloração azul marinho quase preto, o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma camada de suco de pau-de-leite, e o calcáreo da qual se extrai a cor branca.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A força da mulher indígena






















Tem sido dito que a posição da mulher é o teste da civilização, e isso nas nossas mulheres era seguro. Nelas, estava investido nosso padrão de moral e a pureza de nosso sangue. A esposa não recebia o nome do marido sequer entrava para seu clã, e as crianças pertenciam ao clã da mulher.

Toda a propriedade da família era mantida por ela. A descendência era traçada na linha
materna, e a honra da casa estava em suas mãos. A modéstia era seu adorno-chefe; consequentemente a mulher mais nova era normalmente silenciosa e reservada, mas uma mulher que tivesse atingido a maturidade dos anos e a sabedoria, ou que tivesse demonstrado uma coragem notável em alguma emergência, era às vezes convidade para sentar-se junto com o conselho.

Desta forma ela comandava de forma incontestável dentro de seu próprio domínio, e era para nós uma torre de força moral e espiritual, até a chegada à fronteira do homem branco, o soldado e o comerciante, que com bebidas alcoólicas destruiu a honra do homem, e através de seu poder sobre um esposo indigno comprava a virtude de sua esposa ou de sua filha. Quando a mulher caiu, a raça toda caiu com ela.



Antes que esta calamidade caísse sobre nós, você não conseguiria encontrar em nenhum
lugar um lar mais feliz do que aquele criado pela mulher indígena. Não havia nada de artificial sobre sua pessoa, e muito pouca falsidade em seu caráter. Seu treinamento precoce e consistente, a determinação de sua vocação, e, acima de tudo, sua atitude profundamente religiosa, deu a ela a força e estabilidade que não poderia ser superada por nenhum infortúnio
A mulher Cherokee na época da descoberta das Américas tinha mais direitos e privilégios do que a mulher casada de hoje. As mulheres não somente possuíam a propriedade, participavam tanto das batalhas nas guerras e dos conselhos de guerra, mas também sentavam-se com os concelhos civis de paz.
A linhagem era traçada através de seu clã. No casamento, no novo esposo deveria viver com o Clã de sua esposa. Para obter um divórcio, a esposa simplesmente colocava os pertences pessoais para fora da porta da tenda. Não havia nenhum tipo de embaraços legais sobre a divisão da propriedade ou a custódia das crianças, pois toda a propriedade de qualquer valor já pertencia a ela, e as crianças pertenciam ao clã.





As mulheres de hoje têm percorrido um longo caminho para alcançar o seu "lugar ao sol", mas não alcançaram ainda a posição da mulher Cherokee à época da descoberta.
The Soul of the Indian
Dr Charles Alexander Eastman, 1911
born Ohiyesa of the Santee Sioux, in 1858

O xamã lakota Archie Fire Lame Deer, afirma que em seu povo nada é mais respeitado, colocado em mais alta posição, que uma mulher. Aqueles que seguem a linha da cura também são educados por suas avós.

As avós falam de Isnat Winyan, a mulher que vive só. É o momento da menstruação, o tempo da
Luz, que dura em média quatro dias. Então, a mulher menstruada era conduzida a uma cabana especial, Isnatipi, onde as anciãs estavam lá para educar-las nesse momento de meditação e orações. Elas falam sobre a forma de orar.(a carta do Caminho Sagrado, a Tenda da Lua de Jamie Sams, explica bem isso). É reconhecido também como um período de descanso

Quando uma mulher ficava menstruada, não devia tocar seus filhos, fazer comida ou sequer tocar nos alimentos. Elas iam rezar, dando conta que o tempo da Lua é um momento espiritual, o mais espiritual da vida de uma mulher. É o momento em que ora, medita, recebe visões e sonhos. É um momento de poder!
Durante seus anos de fertilidade uma mulher não precisava ir até as montanhas para a Vision Quest, a busca da visão. A menstruação era o seu momento de purificação e preces.

Em todo o ser humano tem um lado positivo e outro negativo. Na história espiritual de nós brancos, na sua maioria, o lado negativo é considerado um pecado, e se você pecar muito vai para o inferno. Os índios consideram isso de forma diferente. Eles vem que o positivo pode advir do negativo e vice e versa. Cada lado se dá em um momento. As mulheres são mais afetadas espiritual, física, mental e emocionalmente pela posição da Lua.

Durante a menstruação opera-se uma alternância entre as forças positivas e negativas. Para
compreender melhor vamos lembrar que o sentido das energias se dá em círculos no sentido horário. Na energia elétrica circula o negativo e o positivo. Em homens e mulheres a energia circula do negativo ao positivo.

As mulheres nascem com uma relação estreita com o ciclo lunar, e toma conhecimento disso na
primeira menstruação, cujo momento depende portanto do momento do nascimento, da posição da Lua e do ciclo lunar. Durante a menstruação a Lua acelera o ritmo do corpo.

Durante a menstruação as mulheres recebem muito. São mais fortes espiritualmente que os homens. A presença da mulher nesse estado pode tirar parte do poder do homem religioso, se ele não se prepara convenientemente para esse período, principalmente com ritos de purificação.

Quando a Mulher Búfalo Branco trouxe o Cachimbo Sagrado, ensinou a mulher a ficar afastada de todos os instrumentos cerimoniais, incluindo plantas curativas, no período de menstruação, podendo utilizar apenas a Sálvia. A raiz de anis é utilizada no final das regras para purificar o organismo, permite dormir bem.

Recebido de Léo Artese