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sábado, 19 de abril de 2014





Um índio, ao nascer, torna-se parte da natureza.

Festeja o plantio, a colheita, a chuva ,o nascimento;

Respeita a terra, a vida e seus antepassados.

O índio usa enfeites , canta , dança , caça , brinca , ri ...

Ele consegue enxergar a beleza da simplicidade da vida.

Nana Pereira

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O primeiro poema




O menino foi andando na beira do rio
e achou uma voz sem boca.
A voz era azul.
Difícil foi achar a boca que falasse azul.
Tinha um índio terena que diz-que
falava azul.
Mas ele morava longe.
Era na beira de um rio que era longe.
Mas o índio só aparecia de tarde.
O menino achou o índio e a boca era
bem normal.
Só que o índio usava um apito de
chamar perdiz que dava um canto
azul.
Era que a perdiz atendia ao chamado
pela cor e não pelo canto.
A perdiz atendia pelo azul.

Manoel de Barros

sábado, 8 de dezembro de 2012



Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.


Oswald de Andrade

domingo, 18 de abril de 2010




















Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;

Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;

Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.

Onde vai aflouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terrala grande vela?

Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?

José de Alencar

Iracema























Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.



José de Alencar

























Somos filhos da terra cor de urucum.
Dos sons do igarapé e da força do jatobá.
Das águas do Araguaia, do Tapajós, do Iguaçu.
Somos filhos do sol de Kuaray, da lua de Jaci.
E da chuva que semeia o guaraná, a pitanga e o aipim.
Somos filhos dos mitos.
Do uirapuru e seu canto, do vento e do pranto.
Guerreiros, fortes, sábios.
Somos Ianomânis, Guaranis, Xavantes, Caiabis.
E o que somos nunca deixaremos de ser.


Uma homenagem para o dia 19 de abril o Dia do Índio.

Zeli Poa

terça-feira, 12 de janeiro de 2010












"Minha terra tem uma india morena toda vestida de pena que vive caçando ao luar... Minha terra tem tambem uma palmeira parece uma rede maneira no vento a se balançar... Minha terra que tem do ceu a beleza que tem do mar a tristeza tem outra coisa tambem Minha terra na sua simplicidade tem a palavra - saudade que as outras terras nao tem".
( Manuel Bandeira).










" Cada criança é uma canção, cada criança é uma pequena senda, cada criança é um minúsculo caminho iluminado".
poema Tupi-Guarani

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor Indígena






Na noite escura
De preto céu
De estrelas foscas
De cinzento véu

Sinto a areia
Tão molhada
Tão úmida

Tudo calmo
Ninguém ali, ninguém lá
Lua nua

Vejo uma sombra
Que foge
Asas pesadas
Voam
Seus batimentos
Ressoam
Tão triste noite vazia

Pergunto a lua:
Por que tão preto céu?
Por que a noite nua?
Por que a areia molhada, úmida?

A esperança fugiu
Meu amor voou
Minha vida passou
E eu não parei de pensar

Óh, índia
Que foge dos meus olhos
Que não consegui te achar
Vem pra mim
Se torne meu sonho sem fim.

Glauber Vilvert da Silva

sábado, 1 de agosto de 2009

Erro de português





Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Oswald de Andrade

quinta-feira, 9 de julho de 2009






















"Ira
Iara
Irá
Irerê
Sobre as águas
Deusa, lenda e mulher.
Virá numa noite de lua
Meu sonho
Outra lenda
Boto Cor-de-rosa virou."

(Desconheço o autor)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dança da chuva

























Indiozinho veio ao mundo
entre penas e cocares
sob um céu cheio de estrelas
vai crescer cheio de vida
vai pescar para comer
vai cantar porque é preciso
Vai fazer dança da chuva
pra poder sobreviver
vai sonhar na sua rede
vai tomar banho no rio
vai dançar para chover.

Nana Pereira


Índio

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante...

Caetano Veloso




segunda-feira, 6 de abril de 2009

Índio






















Sobre os seixos dos rios
Correm águas sagradas.
Segredos de adubo
Ressurgem no terrário
Passado de areia
Profecia de floresta
Irreversível deserto.

O índio brasileiro
Tange o tacape no tronco
Toco-oco no solo.

Teclem sobre telas
Salvem a seiva dos eucaliptos
Libertem o lápis
Lapsos de verde na mata.
Ouçam a voz do Xamã
Nas flores que o vento traz.
As últimas folhas de papel se soltam do céu.

O índio canta no rio
E a terra se abre,
O vento sagra-lhe o cocar
E o sol acende sua coroa
O grito de luta, ecoa...


de Alex Júnior Ramos Pires

Tributo aos índios
























Sob a copa frondosa do jatobá, no oco do tronco,
Abelhinhas fabricam mel medicinal.
A árvore e as abelhas médicas
Foram denominadas de “jatahy”
Pelos antigos índios tupis-guaranis.
Escrevo do próspero sudoeste goiano, de Jataí,
Da qual, dentre outras, emanciparam-se
Itarumã, Itajá, Aporé, Serranópolis.
Esta última, inicialmente chamava-se “Nuputira”,
Guarda cemitérios arqueológicos dos primeiros índios brasileiros,
Com datação de onze mil anos.
Índio mesmo, mestiçagem ou descendência,
Não restou nenhum ou nenhuma, nesta região.
Ficaram os nomes das cidades,
Dos rios, do relevo, da flora, da fauna.
Nós, brancos, negros ou mestiços,
Descendentes dos pioneiros, dos que vieram depois,
Dos que continuam chegando e dos que ainda nascerão,
Buscando ou sonhando com uma vida melhor,
O que deixaremos?


de Antônio Vilela Pereira

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Indiozinho





Indiozinho nu na mata
Arco e flecha em sua mão
Foi caçar seu alimento
Indiozinho brincalhão

Indiozinho tão valente
Foi na vida se embrenhar
Curioso esse menino
Indiozinho a brincar

Indiozinho ficou triste
Quando viu tudo queimado
Sua tribo sentiu fome
Vi um Índio desolado.


de Narcelio Lima de Assis

sábado, 13 de setembro de 2008

 

 

 

Hoje a Felicidade Cantou!...


...E Tupã, o Grande Deus, quer silêncio na mata, ordena que o mágico pássaro desate a melodiosa voz…

"vida de índio""






 Na tribo ele vivia Comendo raiz, 
Caçando e pescando 
Coletando feliz. 
A oca é morada, 
Cacique é o guerreiro, 
Na taba onde ele mora 
Pagé é o feiticeiro. 
Suas armas são arco e flecha 
O tacape também é usado 
Mas o índio é pacífico, 
Só revida quando é atacado. 
 O deus é Tupã, 
A lua é Jaci, 
A língua que ele fala 
É o Tupi-guarani. 

(Desconheço o autor)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A vida do índio

















O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.

Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.

A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.

Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.

Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.

Autor: Edmar Batista de Souza (Itohã Pataxó) 06/09/06