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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Invocações à lua





Os tupis consideravam as luas, cheia e nova, elementos auxiliares de Rudá, os deus do amor, e tinham invocações semelhantes às que cantavam aquele deus, e para o mesmo fim de trazer os amantes ao lar doméstico, pelo poder da saudade. 

Eram estas as invocações à lua cheia (cairé) e a lua nova (catiti):


Cairé, cairé nú
Manuára danú çanú
Eré ci erú
Piape amu
Omanuara ce recé
Quanhá pitúna pupé
Catiti, catiti

Imara notiá
Notiá imára
Espejú (fulano)
Emú manuára
Ce recé (fulana)
Cuçukui xa ikó
Ixé anhú i piá póra.



Cuja tradução, apesar da ignorância do sentido de alguns versos, é assim apresentada:

Eia, ó minha mãe (a lua) fazei chegar esta noite ao coração (do amante) a lembrança de mim.

Lua nova, ó lua nova! Assoprai em fulano lembranças de mim, eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocupe seu coração.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pai Nosso em Tupy Guarani:




Oré rub, ybakype tekoar.
I moetépyramo nde rera t´oikó.
T´our nde Reino
T´onhemonhang nde remimotara ybype,
ybakype i nhemonhanga iabé.
Oré remi'u, 'araiabi'õnduara.
Eime'eng kori orébe.
Nde nhyrõ oré angaipaba resé orébe,
oré rerekómemuãsara supé
oré nhyrõ iabé.
Oré mo'arukar umen iepe tentação pupé,
oré pysyrõte iepé mba'ea'iba suí

terça-feira, 9 de setembro de 2008

PRECE INDÍGENA

(Prece Indígena - Tradução e adaptação do Livro By San Etioy)

Um homem sussurou: Deus fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar
Mas o homem não ouviu.

Então o homem repetiu:
Deus fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus
Mas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse:
Deus deixe-me vê-lo
E uma estrela brilhou no céu
Mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar:
Deus mostre-me um milagre
E uma criança nasceu
Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo…
E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido
Continuou o seu caminho triste, sozinho e com medo.

Oração do índio Sioux


Grande espírito cuja voz distingo nos ventos
E cujo sopro dá vida ao mundo inteiro,
Ouve-me...

Ponho-me na tua frente
Como um dos teus inúmeros filhos
Vê, sou pequeno, sou fraco,
Preciso da tua força
Preciso do teu saber.

Deixa-me caminhar na beleza
E deixa os meus olhos sempre contemplarem
O purpúreo por do sol

Que minhas mãos zelem
Pelas coisas que criastes
E que meus ouvidos ouçam
A tua voz

Fazei-me sábio, para eu aprender
As coisas que ensinastes ao meu povo
E que ocultaste em cada folha,
Em cada pedra.

Não desejo a força
Para impor-me aos meus irmãos
Desejo-a para poder lutar
Contra o meu inimigo
Eu próprio...

Fazei com que eu esteja sempre pronto
Para que eu possa ir ao teu encontro
De mãos limpas e olhos leais.

E quando o meu espírito se for
Assim como se vai o sol ao fim do dia
Possa ele chegar a ti
Sem precisar se envergonhar.